Planejamentos

Texto “Os engenhos”

Aprender a identificar relações de causa e consequência implícitas no texto.

  • Então, porque, depois, por isso, como – que funções cumprem essas palavras no texto?
  • Elaborar representações esquemáticas
  • Causalidade suprimida
  • Expressões de finalidade
  • EF04HI06 - Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando as formas de adaptação ou marginalização.
  • EF04HI10 - Analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.
Passo 1

Definir os objetivos de aprendizagem

A partir da leitura desse texto, espera-se que os alunos identifiquem os motivos que levaram Portugal a extrair cana-de-açúcar da região que corresponde ao atual Nordeste do Brasil e que comecem a refletir sobre como esses motivos influenciaram também a condição em que populações de origem africana foram escravizadas e trazidas ao Brasil, inicialmente para trabalhar nos engenhos.

Texto

Os engenhos

Açúcar e escravos enriqueceram Portugal

Portugal decidiu montar, no Brasil, engenhos para plantar cana e produzir açúcar, artigo que era muito valorizado na Europa naquela época. Algumas regiões que hoje fazem parte do Nordeste brasileiro apresentavam clima e solo favoráveis para o cultivo da cana-de-açúcar; assim, o negócio prosperou.

Para trabalhar nas plantações e nos engenhos, os portugueses trouxeram africanos escravizados. A venda do açúcar na Europa e o comércio de escravos davam muito lucro a Portugal e aos comerciantes.

As condições de vida dos negros escravizados

Os negros escravizados realizavam atividades pesadas, como derrubar a mata, preparar o solo, colher a cana, cortar lenha, construir cercas e poços.

Eles dormiam amontoados na senzala, nome dado à casa onde moravam, sem condições de higiene nem conforto. Os negros escravizados eram submetidos a várias formas de violência, como castigos físicos e até a morte.

Muitos não suportavam essa situação e fugiam. Alguns eram recapturados e sofriam com mais castigos.

Todos obedeciam ao senhor de engenho

A família proprietária do engenho morava na casa-grande. O dono da fazenda, chamado senhor de engenho, era a autoridade máxima local. Todos deviam obediência a ele.

Fonte: 

MODERNA. Projeto Buriti – História. 4º ano, 3ª edição. p. 66. São Paulo, SP, 2014.

Relação do texto com a BNCC de História

O texto oferece oportunidades para que os alunos continuem a identificar as transformações ocorridas no território brasileiro (EF04HI06) após o início do processo de colonização portuguesa. Como já foi estudado em planejamentos anteriores, tal processo foi motivado pelo desejo de gerar riquezas a partir da comercialização produtos altamente valorizados na Europa (como o pau-brasil, a cana-de-açúcar e metais preciosos).

Desse modo, os alunos podem começar a entender que havia uma relação entre o deslocamento de mercadorias e o deslocamento de pessoas (no caso deste texto específico, dos portugueses e das diversas populações africanas que foram escravizadas no Brasil).

Ao perceber que o funcionamento dos engenhos de cana-de-açúcar dependia do trabalho de pessoas negras escravizadas, é possível analisar como os fluxos populacionais deixaram marcas na formação da sociedade brasileira, suas estruturas e relações (EF04HI10).

Código BNCC Habilidade da área de História
EF04HI06 Identificar as transformações ocorridas nos processos de deslocamento das pessoas e mercadorias, analisando as formas de adaptação ou marginalização.
EF04HI10 Analisar diferentes fluxos populacionais e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

Relação das atividades com a BNCC de Língua Portuguesa

Conforme será detalhado nos próximos passos, as atividades que propomos para ensinar e aprender a estudar textos, além de favorecer a apropriação de conhecimentos históricos, contribuem para alcançar objetivos previstos nas diretrizes da área de Língua Portuguesa. 

Na medida em que os alunos são convidados a participar da leitura, comentário e análise de textos, espera-se que desenvolvam também conhecimentos letrados próprios dos campos de estudo e pesquisa, incluindo os eixos de:

  • Oralidade
  • Análise linguística/semiótica
  • Leitura/escuta
  • Produção de textos
Passo 2

Entender o texto para ensinar melhor

Para tomar decisões sobre como organizar o trabalho pedagógico em torno da leitura de um determinado texto, é importante atentar-se não só ao conteúdo histórico estudado, como também à forma em que ele é apresentado.

A partir de uma análise minuciosa das características da linguagem de cada texto, como a que apresentamos a seguir, é possível antecipar intervenções produtivas a serem incorporadas no seu planejamento.

Veja o resultado da anotação do texto

Depois de analisar detalhadamente o texto “Os engenhos”, sugerimos elaborar um quadro de síntese que ajude a visualizar a relação entre conteúdo e linguagem que estará em jogo durante as atividades de leitura.

Veja o quadro de análise desse texto

Conforme pode ser visto no quadro acima, os PARTICIPANTES do texto são principalmente dois coletivos humanos: “os portugueses” e “os negros escravizados”. Além disso, o texto se refere às seguintes entidades não humanas como protagonistas das ações relatadas:

  • “Portugal”, remetendo aos governantes desse país;
  • “algumas regiões”, ou seja, os lugares que hoje correspondem ao Nordeste brasileiro;
  • “o negócio”, “a venda de açúcar na Europa” “o comércio de escravos”, processos que desencadearam outros acontecimentos.

Os ACONTECIMENTOS do texto explicam os motivos pelos quais os colonizadores implantaram engenhos de cana-de-açúcar no Brasil, caracterizam seu funcionamento e descrevem as condições de vida das pessoas negras que foram escravizadas nesses locais.

Ao longo do texto, expressões de finalidade (como “para”) são usadas para indicar as relações de CAUSALIDADE entre os acontecimentos narrados. Assim, por exemplo, explica-se que:

  • “Portugal decidiu montar, no Brasil, engenhos para plantar cana e produzir açúcar”.
  • Para trabalhar nas plantações e nos engenhos, os portugueses trouxeram africanos escravizados”.

Mas também encontramos relações causais entre acontecimentos que não estão marcadas explicitamente por meio de conectores. Por exemplo, lê-se que “Portugal decidiu montar, no Brasil, engenhos para plantar cana e produzir açúcar, artigo que era muito valorizado na Europa naquela época”. Embora o texto explicite a finalidade da criação dos engenhos, para compreender esse trecho é necessário inferir que a principal razão que levou os portugueses a montar engenhos no nosso país foi o lucro que poderiam gerar, pois o açúcar era um artigo muito valorizado na época.

Esse mesmo tipo de inferência permite entender que “os portugueses trouxeram africanos escravizados” com a finalidade de usar sua mão de obra nas plantações de açúcar, por duas razões mencionadas sem um conector explícito: que tanto “A venda do açúcar na Europa” quanto “o comércio de escravos davam muito lucro a Portugal e aos comerciantes”.

Saiba mais

Para entender melhor as características do texto, alguns conceitos podem ser úteis.

1. Causalidade suprimida: As relações causais estabelecidas entre as sequências de acontecimentos nem sempre são marcadas explicitamente por palavras ou expressões específicas, assim como no caso dos verbos ou conectores causais. Compreender tais relações exige que o leitor seja capaz de identificá-las e restituí-las.

Vamos observar como a introdução de conectores permite desvendar a causalidade implícita entre diversos acontecimentos relatados:

2. Expressões de finalidade: Nos textos didáticos de História, também vinculadas à construção de causalidade, estão as expressões de finalidade que manifestam o propósito ou objetivo com que se realiza a ação. De um modo geral, as expressões de finalidade são identificáveis pelo uso da preposição “para”.

MODERNA. Projeto Buriti – História. 4º ano, 1ª edição. São Paulo, SP, 2011.
MODERNA. Projeto Buriti – História. 5º ano, 1ª edição. São Paulo, SP, 2011.

Podemos observar que a expressão de finalidade sublinhada em cada frase explica aquilo que motivou ou causou o acontecimento relatado: levar notícias ao rei causou ou motivou a volta de uma das embarcações a Portugal; ter de se adaptar ao local e explorar as terras motivou os portugueses a aprender costumes indígenas; explorar os territórios americanos causou ou motivou a colonização; e, porque precisavam de quem trabalhasse nas plantações e nos engenhos, os portugueses trouxeram ao Brasil africanos escravizados.

Passo 3

Usar a linguagem para melhorar compreensão

No texto “Os engenhos” podemos reconhecer partes com características textuais diferenciadas: uma de caráter explicativo e duas de tipo descritivo.

A primeira explica os motivos que levaram os portugueses a:

  • montar engenhos no Brasil (principalmente, pelo alto valor do açúcar na Europa);
  • escolher a região Nordeste “para plantar cana e produzir açúcar” (recorrendo a uma descrição das qualidades que permitiram que “o negócio” prosperasse);
  • escravizar populações de origem africana, obrigando-as a realizar o trabalho pesado nos engenhos (pois tanto a venda do açúcar quanto o tráfico de pessoas “davam muito lucro a Portugal”).

A segunda parte do texto enumera as atividades realizadas pelas pessoas escravizadas e descreve as condições de vida a que foram submetidas nos engenhos.

A última parte caracteriza aspectos relativos à estrutura e hierarquia do funcionamento dos engenhos, incluindo algumas imagens que podem ampliar a compreensão dos alunos sobre o contexto estudado (por exemplo, uma fotografia atual de uma casa-grande e uma representação de um engenho colonial).

Passo 4

Juntando as peças do quebra-cabeça

A seguir, propomos um conjunto de atividades a serem realizadas antes, durante e depois da leitura do texto "Os engenhos", considerando os aspectos da linguagem que foram analisados nos passos anteriores.

Para te ajudar a enriquecer a implementação das atividades na prática, disponibilizamos explicações detalhadas e exemplos de perguntas-guia para cada etapa proposta.

Ao final da página, você poderá baixar gratuitamente os materiais necessários para o trabalho em sala de aula.

Antes da leitura

Como preparar os alunos para aprender com o texto?

Atividades para realizar em sala de aula

  • Resumir o que se conhece sobre o tema: Quais foram as motivações da colonização do nosso território por parte dos portugueses?
  • Pensar no texto a partir do título e dos subtítulos (por exemplo: “Açúcar e escravos enriqueceram Portugal”).
  • Listar dúvidas, conjecturas e perguntas sobre o tema: O que eram os engenhos e o que acontecia neles? Para que foram criados? Que relação tinha entre as pessoas escravizadas e a produção de açúcar?
Organização da turma Materiais
Realização de forma coletiva
  • Texto original.
  • Lousa ou cartaz para registrar as questões e conjecturas dos alunos.

Por isso, as perguntas e intervenções do professor devem:

  • Mobilizar o que os alunos já sabem, a fim de ancorar o estudo do texto nos seus conhecimentos prévios.
  • Ajudar a explicitar as dúvidas e curiosidades dos alunos sobre o conteúdo.

Dessa forma, é possível criar um propósito compartilhado para a leitura que oriente a recepção geral do texto.

Resumir o que se conhece sobre o tema

Nós, professores, podemos ajudar a recuperar as explicações e compreensões que os alunos têm construído sobre o tema antes da leitura, lembrando experiências, narrações, atividades realizadas em sala, etc.

Neste caso específico, uma maneira de iniciar a discussão sobre a produção de açúcar (em que consistia, quem participava, o que ganhavam, etc.) é retomando as principais conclusões obtidas a partir da leitura dos textos anteriores.

Recuperar quais foram as motivações dos portugueses, tanto para extrair pau-brasil quanto para implementar formas de administração na colônia, pode trazer insumos para os alunos estabelecerem relações com a exploração do açúcar, uma potencial riqueza citada no texto.

Perguntas como essas, que levam os alunos a sintetizar os conhecimentos estudados previamente, ajudam a contextualizar e gerar expectativas para a aprendizagem de novos conteúdos.

Durante a leitura

Como ler em voz alta para favorecer a compreensão?

Atividades para realizar em sala de aula

  • Realizar uma leitura expressiva, em voz alta, do texto:
    • mudando a entonação para destacar expressões de causalidade e finalidade entre os acontecimentos relatados (“para”, “assim”);
    • utilizando gestos de enumeração para destacar a apresentação das condições de vida das pessoas negras escravizadas.
  • Retomar as principais informações apresentadas e identificar a necessidade de releitura do texto, verificando conjuntamente as questões que ainda não foram resolvidas.
Organização da turma Materiais
Realização de forma coletiva
  • Texto original.
  • Lousa e formato para os alunos verificarem as hipóteses e conjecturas registradas antes da leitura.

Para isso, ouvir a leitura em voz alta feita por um leitor mais experiente pode ajudar a focalizar a atenção compartilhada dos alunos sobre o texto. Neste momento, algumas intervenções são importantes:

  • Antecipar formas de usar a sua voz e seus gestos para dar ênfase ao que o texto diz, a como diz, ao que quer dizer.
  • Promover a identificação conjunta de questões que não foram resolvidas e precisam de um estudo mais aprofundado do texto.

Como professor, você já estudou conosco aspectos relacionados ao conteúdo e à linguagem dos textos e, por essa razão, é capaz de ajudar os alunos a explicitar suas incompreensões e formular novas perguntas, motivando-os a participar das atividades de releitura e a realizar anotações no texto.

Realizar uma leitura expressiva, em voz alta, do texto

A leitura em voz alta que propomos é aquela feita pelo professor, que se coloca como modelo de leitor para seus alunos.

Por ter estudado o texto em profundidade e conhecer os objetivos de aprendizagem esperados, o professor consegue enriquecer a leitura com gestos faciais e corporais apropriados, modificando o volume e o tom de voz para ajudar a manter e guiar a atenção dos aprendizes.

O uso intencional da voz, dos gestos faciais e corporais estimula a percepção de maior número de detalhes e o acompanhamento do fluxo da informação e das relações expressas, dando aos alunos a oportunidade de pensar mais e melhor sobre aquilo que está sendo explicado no texto.

Identificar a necessidade de releitura do texto

Após a leitura em voz alta, o professor novamente será o encarregado de agir como modelo de quem formula perguntas ao texto e reconhece aquilo que ainda gera dúvidas, convidando os alunos a participar das atividades de releitura e anotação.

Questões como essa podem ajudar os estudantes a perceber a necessidade de ampliar a sua compreensão do vocabulário, bem como das relações entre as unidades informativas apresentadas no texto (de causalidade, temporalidade, composição, contraste).

Aprofundando a leitura

Como explorar juntos o vocabulário e a estrutura do texto?

Atividades para realizar em sala de aula

  • Então, porque, depois, por isso, como – que funções cumprem essas palavras no texto?
    • Anotar o texto, com apoio do cartaz ou do texto projetado.
    • Formular perguntas que levem os alunos a localizar e citar as partes do texto que respondem aos objetivos de compreensão: Que parte do texto explica por que…?
    • Destacar as expressões usadas para apresentar as informações de cada parte do texto: “Que palavras nesse trecho indicam para que…?”
  • Ele, seu, esse, aquele – a que ou a quem se referem essas palavras no texto?
Organização da turma Materiais
Realização de forma coletiva
  • Você precisará de uma versão do texto “espacializado” ou reformatado em cola et commata (seja uma transcrição na lousa, um cartaz impresso ou uma projeção utilizando datashow).
  • As crianças também devem ter acesso a uma folha com essa versão do texto.

Ao reler os textos com a mediação do professor, os alunos têm a oportunidade de identificar, localizar, anotar e comentar a linguagem utilizada para descrever, relatar, explicar o que aconteceu, com quem, como, por que, etc. Por sua vez, você como professor tem a chance de observar o raciocínio dos alunos para oferecer pistas ajustadas às necessidades de cada um no processo de aprendizagem. 

Para isso, propomos:

  • Retomar e aprofundar a compreensão das questões levantadas antes da primeira leitura desse texto em particular.
  • Colocar em prática um conjunto de procedimentos de análise, tanto do vocabulário quanto da organização do texto, a fim de que os alunos ganhem autonomia para enfrentar a tarefa de ler para aprender.

Então, porque, depois, por isso, como – que funções cumprem essas palavras no texto?

Com esse tipo de atividade os alunos podem se tornar sensíveis às palavras que oferecem indicações sobre as relações apresentadas no texto e assim são capazes de identificá-las – no caso dos textos de História, relações temporais e causais.

Durante a releitura e análise de trechos, podemos ressaltar e comentar tais palavras e/ou indagar por sua identificação. Por exemplo, durante a leitura de um texto organizado temporal e causalmente, ler com ênfase e sublinhar conectores como “então”, “porque”, “por isso”, “depois”, “quando”, “como”, “consequentemente”, etc. Nesse processo, vale questionar:

  • O que essa palavra está indicando?
  • O que quer dizer esse "por isso"? Pois é, temos que estar atentos quando lemos e achamos um "por isso". Significa que o texto vai nos explicar as consequências ou efeitos de uma ação.
  • O que vem depois no texto?
  • Que tipo de informação vamos encontrar a seguir?

 

Exemplos de orientações e perguntas-guia

Após a leitura

Como ajudar os alunos a integrar o que aprenderam com o texto?

Atividades para realizar em sala de aula

Elaborar representações esquemáticas

  • Identificar o vocabulário do texto
    • Explicar aos alunos o objetivo da atividade: recuperar e organizar em um esquema aquilo que aprenderam sobre os engenhos.
    • A partir do reconto dos principais conteúdos estudados, mostrar uma forma possível de selecionar as palavras-chave do texto para visualizar as relações entre elas.
  • Fazer esquemas a partir do vocabulário do texto
    • Orientar os alunos no uso das palavras selecionadas para começar a montar o esquema. Ajudá-los a reparar nas informações que não puderem faltar e que precisem ser adicionadas à lista inicial.
    • Comentar o uso do espaço e dos elementos gráficos, como flechas e linhas.
Organização da turma Materiais
Realização de forma coletiva
  • Lousa ou cartaz.
  • Folha sulfite para registrar a versão final do esquema.

Assim, espera-se que possam:

  • Usar o que compreenderam para reescrever o conteúdo do texto ou representá-lo esquematicamente (por meio de linhas do tempo, diagramas de fluxo, etc.).
  • Apropriar-se da linguagem dos textos na medida em que vão utilizando-a para comunicar o que aprenderam.
  • Explicitar as conquistas alcançadas e identificar aspectos que ainda precisam ser alvo do trabalho educativo.

Para isso é fundamental que o professor dê espaço para os alunos enfrentarem os desafios propostos, sem “atalhos” que os levem a uma resposta aparentemente certa mas que pouco os ajude a estabelecer conexões por si mesmos e explicitar seu próprio raciocínio para consolidar as aprendizagens propiciadas.

Elaborar representações esquemáticas

A produção de esquemas a partir da releitura e comentário do texto gera oportunidades para resolver dúvidas, enfatizar conceitos e relações, estabelecer conexões com informações procedentes de outras fontes e integrar os aprendizados construídos. Além disso, trata-se de um procedimento que ajuda a memorizar aquilo que foi estudado.

Contudo, os alunos do 4º e do 5º ano do Ensino Fundamental ainda estão se iniciando na compreensão dos diversos tipos de representações gráficas utilizadas para comunicar informações históricas. Por isso, é importante que acumulem experiência lendo e elaborando produções dessa natureza com apoio do professor antes de fazê-lo com autonomia (em duplas ou individualmente).

Algumas condições precisam ser garantidas para que os estudantes representem esquematicamente os conteúdos estudados:

  • mostrar em que consistem e como funcionam a diversidade de representações esquemáticas usadas para expressar relações categoriais, relações causais e relações temporais;
  • usá-las repetidas vezes para apoiar suas próprias explicações;
  • convidá-los a participar da elaboração conjunta de esquemas e gráficos, na lousa ou em outros suportes, como pode ser visto no exemplo a seguir.

 

Exemplos de orientações e perguntas-guia